#ACERVO - GLOBAL WOMAN

Já com dez anos, Global Woman é um conjunto de textos que reflecte sobre algumas consequências da avançada globalização: Nannies, Maids and Sex Workers in the New Economy.
Até 2002, a narrativa preponderante do processo da formação da nova economia enalteceu o fluxo de trabalhadores qualificados para as cidades globais, consolidado a produção económica nos serviços avançados.
Contudo, a instalação desses clusters económicos e o estilo de vida promovido pelos seus trabalhadores qualificados, promoveu a migração de novos trabalhadores, em especial mulheres.
Este fenómeno é explicado por Saskia Sassen no artigo Global Cities & Survival Circuits:
« (...) new labour supply - women and immigrants - (...) breaking the historical nexus that would empowered workers under these conditions. the fact that these workers tend to be women and immigrants also lends cultural legitimacy to their non-empowerment. In global cities, then, a majority of today´s resident workers are women, and many of those are women of color, both native and immigrant.»
Saskia estima que 30 a 50 % da força de trabalho da economia avançada seja constituída por trabalhadores com ordenados baixo e precários. A este números temos que somar o conjunto de mulheres imigrantes que realizam os trabalhos domésticos: maids and nannies, contribuindo para o ressurgimento de uma classe servil.

Essa nova classe servil na nova economia, é organizada através de staffing companies como a Kelly Services.
Estas novas características das migrações e da organização do trabalho é apelidada de  contra geografia da globalização, com efeitos nos países do hemisfério norte e sul.

Os novos esquemas migratórios estão nas mãos de terceiros, sejam eles governos ou máfias. O tráfico humano em 1998 envolveu 4 milhões de pessoas com lucros estimados em 7 biliões de dólares.

Na Alemanha, 75 % das prostitutas são imigrantes, em Milão esse número é 80%.

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