THE POLITICS OF ALTERNATIVE DEVELOPMENT #ACERVO


A aplicação do termo Empowerment banalizou-se e a sua aplicação é vasta em diversas àreas de intervenção: políticas sociais, desenvolvimento territorial, saúde pública, etc..
Embora de utilização generalizada, e por vezes através de difrentes referenciais, o termo, enquanto modelo de desenvolvimento, tem a sua origem em John Friedmann através da publicação em 1992 de Empowerment: The Politics of Alternative Development.



Friedmann, é um dos percusores da teoria territorialista que centra o desenvolvimento nas condições originais de cada território.
Para o autor, enquanto desenvolvimento alternativo, o Empowerment « (..) centra-se no povo e no seu ambiente, (...) baseado como tem que ser nos espaços de vida da sociedade civil, aborda a questão de uma melhoria das condições de vida e de existência de uma perspectiva doméstica» (1992). Apresenta uma perspectiva ecológica na medida em que acha essencial as comunidades locais terem controlo sobre os seus recursos naturais. 
Friedmann defende que o Empowerment é aplicável tanto a países subdesenvolvidos como em áreas deprimidas das sociedades ditas desenvolvidas.
Nos países desenvolvidos, os pobres, muitas vezes oriundos de países do Terceiro Mundo continuam a ser vistos como ameaça à lei e à ordem, com consequências nas políticas públicas do estado, em especial dos seus meios repressivos com a respectiva afectação de despesa: prisões, polícia, etc.. Nos países ricos, os que são economicamente priviligiados consideram ter a moral do seu lado e assim fazer prevalecer sobre as políticas a afectar.
A pobreza não é deficiência de caracter, mas sim a manutenção de desempowerment, daí a necessidade de uma abordagem de empowerment social.
O espaço político da acção local colaborativa passa cada vez mais pelo envolvimento do estado com os stakeholders locais. A reconquista dos territórios onde prevalece os grupos de jovens considerados violentos e com altas taxas de desemprego é possível, mas com a abertura para oportunidades económicas que obrigam à participação do estado.
A mobilidade social e novas formas de aprendizagem social envolvem afastamentos das práticas de planeamento territorial imposta de cima e a impementação das mesmas a partir das próprias comunidades de desimpowerment.
Estas mudanças podem implicar alterações administrativo-territorial para dar uma voz mais forte às minorias.
O livro foi editado em Portugal em 1996 pela editora Celta, uma edição esgotada. Com a falência da editora é difícil obter a edição portuguesa.
Professor Catedrático na University British Columbia (Vancouver) e Professor Honoris Causa na UCLA em Urban Planning. Nasceu em Viena e actualmente a sua investigação centra-se no desenvolvimento urbano na china. Sobre o assunto publicou em 2005 - China´s Urban Transition.