Retromania: Pop Culture's Addiction to its Own Past ] #livros



Há um argumento neste livro, um tom, e uma desilusão. A cultura pop não inventa nada de genuíno e novo desde os anos 80: o argumento. Retromania é essa condição de reciclar material do passado recente. O autor tem uma forma curiosa de anotar o texto, algumas páginas estão divididas a meio, um fluxo enorme de dados em rodapé, quase cruéis, evidências da falta de novidade na música, nas imagens, nas letras, nos movimentos.

O tom é de crua investigação jornalística, o estilo seguro e robusto. É difícil não começar a olhar para a última década e não ver o loop quase clínico de uma cultura a olhar para ela própria através da Web, iPod, smartphones. Mas algures nesta reportagem do agora há uma melancolia, Reynolds está triste, às vezes chateado e irónico. Não parece discernir de onde pode chegar a next big thing, a next new thing.

Crítica: o livro tem três capítulos a mais. A autores menores poderá perdoar-se a escolha de soluções próximas do coração, uma paz verde, um mercado livre, uma democracia participativa. Não a mestres como Reynolds. Deveria contrapôr a esta retromania de início do século, não as suas bandas favoritas ou a sua nostalgia de meia-idade, mas os sinais evidentes, populares e culturais, aqui e em todo lado, que algo novo já está a acontecer.