#OCUPAR OUTRA VEZ COM RUI RIO feat HELENA ROSETA #transições urbanas #books e #acervo


Ao referir-se a uma ocupação em Lisboa, Helena Roseta usa a palavra "solidariedade". Percebe-se a ressalva no comunicado da Vereadora, não ser confundida com o Rui Rio deve servir-lhe de consolo.
Acontece, que falar de "direitos dos outros", é o modo envergonhado de salientar que tanto ela como o Presidente da Câmara do Porto estão do mesmo lado da barricada e enfiados no mesmo saco.


Cara Vereadora já ouviu falar em  accountability?  Iniciou o seu mandato com o anúncio do início de um novo paradigma: dinamização do mercado de arrendamento, terminar com os imóveis devolutos, devolver população à cidade. Alguns continuam à espera e nós, os "outros", cidadãos e apátridas, não vamos cessar as nossas felizes actividades à espera de políticas vãs.
Para que conste, o imóvel da Rua de São Lázaro já esteve ocupado em 2010, ainda durante o seu mandato e foi desalojado pela sua milícia . Esse e todos os imóveis ocupados pertencentes à autarquia ou a entidades de utilidade pública nos últimos cinco, dez e quinze anos continuam devolutos. aqui
Entre a desertificação do concelho de Lisboa; as novas vagas migratórias; a abstenção; a crise da dívida; o rebentamento da bolha do mercado imobiliário; e da perda de direitos cívicos, políticos e sociais, alguém devia-a ter avisado que as coisas estão a mudar.
( e não são para isso os assessores?)



Em  Desegregating The City de David Varady, explora-se as diferenças na emergência de enclaves étnicos na Europa e na América do Norte. Numa primeira parte são estudados alguns exemplos em Chicago, Toronto, Amesterdão e Londres. Na segunda parte a atenção foca-se nas estratégias de remediação dos ghettos e da eliminação os padrões discriminatórios de acesso à habitação, acabar com o zonamento e às restrições à construção de habitações a custos controlados nos subúrbios, e a redução no acesso à riqueza.
Num primeiro capítulo Peter Marcuse escreve o artigo intitulado  «Enclaves Yes, Ghettos No: Segregation and the State».
O professor de planeamento urbano da University of Columbia tenta distinguir as concentrações habitacionais em aceitáveis ou não, conferindo a aceitabilidade ao grau voluntário das mesmas. As propostas de Marcuse passam pela dispersão da habitação social por diversas áreas das grandes cidades e por legalizar a ocupação.


Outro professor e urbanista: Richard Florida em conferências recentes sobre o feómeno Housing Bubble, defende que os municípios devam promover a transformação de empreendimentos falhados nos centros das cidades em locais de alojamento para trabalhadores, contribuindo para a coesão social
Numa sociedade em que a mobilidade é um dos factores mais importantes, deixa de ser relevante a "fixação" pela propriedade privada.