CRONOLOGIA DO DESALOJO DE SÃO LÁZARO #Lisboa


20h30 -  A polícia, com dezassete carrinhas do corpo de intervenção, cercou parte do grupo na escadaria da Igreja dos Anjos. Ao fim de meia-hora de tensão, que os manifestantes utilizaram para dançar, cantar e encetar palavras de ordem "um desalojo / dez ocupações"; um grupo de catequistas da igreja dos Anjos tentou dissuadir a polícia de uma acção violenta.  O grupo cercado foi todo identificado e revistado.

19h30 - Um grupo de 250 elementos saiu do Martim Moniz em direcção à Rua da Palma/Av. Almirante Reis. Após paragem no gabinete de António Costa no Intendente começaram a chegar as forças policiais. O cortejo continuou pela Almirante Reis com o corpo de intervenção da PSP a tentar cerca-lo.

15h30 - O colectivo de São Lázaro emitiu um comunicado a apelar a uma concentração de solidariedade às 19h no Martim Moniz.

12h30 - Um grupo de 12 elementos de São Lázaro entrou nas instalações da CML na Rua Nova do Almada para tentar chegar à conversa com a vereadora Helena Roseta.

11h00 - A polícia deteve 3 pessoas: Um advogado e dois membros do colectivo que que recolhiam material guardado no imóvel. Uma das detenções foi violenta e deu-se após protestos de um dos elementos que reclamava da polícia pontapear artefactos do colectivo.

10h00 - Início da operação de desalojo do imóvel de São Lázaro 94, com as forças da Polícia Municipal e da Polícia de Segurança Pública.








UMA FOTO NOVELA E ARQUIVO ÁUDIO DA VISITA 
DO GRUPO DE SÃO LÁZARO 
ÀS INSTALAÇÕES MUNICIPAIS
 
Um grupo de doze de São Lázaro (lotação máxima do elevador) dirigiu-se ao 5º andar da Câmara Municipal de Lisboa na Rua Nova do Almada para confrontar a Vereadora Helena Roseta com o despejo.


 Uma administrativa recebeu o grupo alertando:
"A Sr.ª Vereadora não faz atendimentos".

Apesar do horário de expediente, percebeu-se rapidamente 
as  dificuldades da Sr.ª Vereadora para fazer cumprir
 programa sufragado: aparentemente aqui, não trabalha ninguém,
quanto mais fazer atendimentos.

Eis o momento em que aprece uma "funcionária" zelosa,
 talvez não trabalhe assim tanto e seja só uma cacique:
"Vocês é que ocupam as coisas, a propriedade é privada!".
Outra funcionária entra apressadamente na sala de reuniões
onde a Vereadora encontrava-se trancada. 

Eis que surge a pessoa indicada para lidar com o grupo:
uma assessora de imprensa.
Ofereceu-nos assento mas não café e o grupo optou por ficar de pé.
Pouco habituada a contrariedades, a assessora lembrou-se de acusar
um elemento do grupo de roubo. Eventualmente não o fez por 
mal, apenas por preconceito. 
Valeu a imparcialidade de um senhor agente para a pôr no lugar.
Assessoras de imprensa não caem no goto da corporação.

 Com a Vereadora fechada na sala de reuniões mandaram o 
Sr. Pedro de mangas arregaçadas...
Nada disse, nada fez, não há razões para tanto temor, era só bluff.

No fim da visita o grupo foi todo identificado pela 
Polícia de Segurança Pública com auxílio dos camaradas
Municipais.
Parece que, entrar num edifício público, tirar dúvidas ao porteiro, 
usar o elevador e pedir um encontro com uma eleita, 
é afinal, um crime público.

Enquanto se encontravam detidos para identificação, o grupo foi contactado pela Vereadora para uma reunião!!!




A evolução da história de São Lázaro:

"Não está em causa apenas o n.º 94 de São Lázaro.
Estão em causa os mais de quatro mil prédios abandonados na cidade de Lisboa, a privatização de espaços públicos de convívio e lazer, toda uma política urbana com consequências criminosas para quem aqui vive, como a manutenção de rendas impossíveis, a impossibilidade de independência dos mais jovens, a retenção e especulação que alimentam e inflacionam o mercado imobiliário dos grandes grupos económicos.
É, afinal, contra tudo isso que Lázaro se levanta."

Assembleia do prédio ocupado na Rua de São Lázaro 14 de Maio de 2012

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