MORNING SUN


1800 pregos, 30 tábuas, 38 sarrafos, compressor, pistola de pregos, 2 turquesas. Pôr em equilíbrio, balançar para andar, construir, partir, testar limites, apoiar, deixar cair, concretizar pensamentos e raciocínios, descansar os braços, aumentar. Isto é madeira e não outra coisa. Montar e demontar.

O desejo e o espanto face ao que se revela. O poder da sugestão que permite o impulso, o reflexo, a escolha. Esperar. O que antecede o grande salto? Deixar em aberto a possibilidade de mudar de caminho.

O objectivo é o motor...depois esquece-se. Morning Sun coloca em cena a construção de espaços em potência, cenários protagonistas onde as acções fazem, quase sempre, o papel secundário. É deixado ao espectador o tempo e o espaço de ler, de criar e completar as histórias que são anunciadas. O corpo dos interpretes é, em Morning Sun, um corpo que está constantemente no registo funcional e no registo performativo, alternando estes lugares e muitas vezes fazendo com que estes co-habitem.

Neste trabalho, duas pessoas habitam e constroem espaços, objectos e lugares. Traçam esboços de narrativas delineando histórias sem nunca as contar. 

Morning Sun é um jogo de equilíbrio entre o concreto e o simbólico, um permanente balanço entre a materialidade de uma situação e a sua capacidade evocativa.

Com Marcia Lança e João Calixto
9 de Junho 21h30
5º Encontro de Marionetas de Montemor-o-Novo
Cine-Teatro Curvo Semedo