A #MOURARIA DE UMA SOCIEDADE DIVIDIDA


Hoje decorreu sem grandes incidentes a visita do Professor Aníbal Cavaco Silva ao bairro da Mouraria. Nos últimos dias intensificaram-se os côros de protesto pela forma dissimulada como a Câmara Municpal de Lisboa preparou o evento.
Uma grande divisão emergiu entre aqueles que no terreno criticam o embelezamento falseado do Bairro, repressão das suas vivência diárias e controlo policial; e os outros que quiseram receber o Professor com fado e promover o António Costa a figura de estado.

Em Trabalho Morto, comparou-se a o "trabalho revolucionário" na Mouraria dos últimos dias à "aldeia de Potemkim":


O blog do Festival de Pedras de Água relata um dia na Mouraria em vésperas da recepção ao Presidente da República:




Noutro tom, mas também sobre o embelezamento do bairro, alguns moradores falaram com o Jornal de Notícias:


Os Ladrões de Gado também destacaram a velocidade em que a Mouraria ficou num brinco .Houve até quem tenha feito uma BD sobre as "Operações  da Mouraria".


Para ver o resto da BD, carregar aqui.

No que respeita aos direitos atropelados, já constou na Stress FM um artigo de opinião sobre as brigadas de limpeza da Câmara.

Tiago Mota Saraiva, em 5dias escreveu que «Numa democracia, ninguém tem o direito de higienizar uma rua ou um bairro e todo e qualquer cidadão tem o direito de interpelar o político que está há mais tempo em exercício em Portugal se o encontrar na rua.».

Por fim, e ainda em relação a uma frase na sede de uma associação que foi pintada de bege, a Presidente da Junta de Freguesia dos Anjos, também para o JN, frisou que a mesma era «[...] contra tudo: o Fado, a moral ou os bons costumes».
Ao pesquisar "moral" e "bons costumes" no google.pt só encontramos sites fascistas, ou artigos científicos que nos ajudam a definir o que era a Censura e o regime fascista.