OS ESTRANGEIROS DA CÂMARA MUNICIPAL DE #LISBOA

A propósito do lançamento do livro imigracao-e-racismo-em-portugal  oferecemos uma pequena reflexão sobre o conceito de estrangeiro da Câmara Municipal de Lisboa.

Lendo o Diagnóstico Social da rede social de Lisboa conseguimos aferir, no capítulo denominado "Diversidade Cultural", alguns dados sobre os estrangeiros que vivem em Lisboa.


Num quadro sobre a população estrangeira residente em situação regular no Distrito, percebemos que existe um grande número de originários de Cabo Verde, Brasil, Angola e Guiné-Bissau. Este quadro dá-nos acesso aos números de estrangeiros no Distrito, pois é desse modo que o SEF agrega os dados.
Para percebermos a situação na cidade de Lisboa, o gráfico em baixo indica-nos as solicitações para estatuto de residente no Concelho. A principal diferença em relação aos resultados do Distrito, é a variadade de nacionalidades. Para além dos paises de língua ofícial portuguesa, encontramos uma razoável percentagem de nacionalidades do leste da Europa e de países asiáticos: Nepal, Paquistão, Bangladesh e China.

Como sabemos, muitos cidadãos de países da União Europeia não necessitam de visto de residência para trabalhar ou estudar em Lisboa, sendo que dessa forma, os dados acima descritos não nos permitem ter uma ideia clara da distribuição de população estrangeira no Concelho de Lisboa.

Normalmente, um dos dados mais recorrentes para ultrapassar as contigências de quem tem necessidade de solicitar residência e outros casos, são os dados das escolas. Isto, porque mesmo em situação irregular é possível frequentá-la, pelo menos nos níveis mais baixos de ensino, jardins de infância e primeiro ciclo (a inscrição no ensino universitário ou profissionalizante já exige documentação legal).

É eventualmente com este quadro que conseguimos ter real percepção da diversidade de população estrangeira residente em Lisboa e suas proporções. Apesar de alguma informação estar agregada por grandes grupos regionais, consegue-se perceber as principais origens da população.

Para promover a "cultura de diversidade" de Lisboa, a CML realizou em Maio último uma assembleia participativa dos estrangeiros de Lisboa sob o lema: "Lisboa é de todos | Todos têm uma palavra a dizer".
No que respeita a racismo institucional, basta dar uma visualização no vídeo editado pelo departamento de marca e comunicação da CML sobre a dita assembleia.


A Câmara Municipal de Lisboa anda a tentar fazer tudo conforme os manuais, mas sai-lhes tudo ao lado.