POPULAR PARTICIPATION AND ARCHITECTURE #citiesareus uma transição urbana


Hoje da parte da manhã do Cities are Us procedeu-se à conversa Recalling genealogies and practices of participation in the architectural domain.
Num painel constituído maioritariamente por arquitectos coube a James Holston - antropólogo - professor e investigador de Berkley dar o mote da conversa.
Pretendia-se perceber até onde vai a arquitectura numa democracia participativa.
Consulta e participação é o mais longe onde a arquitectura deliberativa chega. Os arquitectos fazem utopias (plan for the good) mas o mundo é desutópico ou tem outras formas de utopia.
As pessoas constroem a cidade. A autocostrução é mais do que um processo participativo. Grande parte do panorama urbano brasileiro, com concentração massiva em favelas é considerado lixo ou kitch, mas na relação de poderes é mais social do que político.
Obviamente que face à sua natureza, a participação dos arquitectos em autocostrução pode ser constrangedor. Mas para a cidade ser mais das pessoas, a aquitectura tem que envolver os outros 99%.
Se calhar não deveria haver lugar a uma arquitectura participativa but an insurgent one.


Na conversa também participaram:

Jose Antonio Bandeirinha  - Arquitecto e investigador do Centro de Estudos de Arquitectura da Universidade de Coimbra.

Elsa Lechner -Investigadora do CES.

Luís Sousa - Arquitecto e activista urbano pela pro-urb (Coimbra).

Luísa Miguel - Espaço Botânico/Coimbra.