KENYA ARTISTS #graffiti #street art


Na sua rúbrica inside africa, a CNN realizou uma cobertura especial sobre o Quenia. 
Uma dessas incursões degenerou numa reportagem sobre o papel das artes como critica ao sistema político vigente e das pessímas condições de vida que impõem à população.
Um grupo de artistas que vagueia pela cidade à noite numa carrinha branca usa o abutre como imagem figurativa para classificar o círculo político queniano.
Usam coletes reflectores e cones durante a operação para para os outros pareça uma acção artificial.

A atribuição de abutre difundiu-se pelo graffiti, e neste momento até os media mainstream usam essa classificação para os políticos.



O fotógrafo Boniface Mwangi é um dos membros deste colectivo de gruerrila graffiti:


Kibera é considerada a maior favela do mundo. Fica nos arredores de Nairobi e estima-se que a sua população chegue aos dois milhões de habitantes, um quarto do total de população na cidade.


Nesta comunidade vivem tribos de várias áreas do Quenia. Os primeiros a habitá-la foram os Nubians, que vêm da fronteira do Quénia com o Sudão. Hoje representam 15% do total da população de Kibera. De maioria muçulmana, são na sua maioria, donos das suas casas.

Os Kikuyu, a tribo maioritária de Nairobi, também possuem casas na comunidade embora não vivem nela. Alugam-nas.

Imigrados da zona Oeste do Quénia, os Luo. Luhya e Kamba também habitam Kibera como inquilinos.

Existem especiais tensões entre os Luo e os Kikuyu, e entre inquilinos e senhorios.

Uma das estruturas existentes é a Kibera Film School, que permite à população local um sistema de educação e uma forma de divulgar as suas histórias, vivências e dia-a-dia.


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