LISBOA MONUMENTAL DE FIALHO DE ALMEIDA #lisboa #urbanismo



Fialho de Almeida foi um escritor e jornalista que viveu na segunda metade do século XIX tendo falecido em 1911.

A arquitectura e o urbanismo da cidade de Lisboa foi um dos temas predominantes da sua obra. Na cronica Os Gatos (1889), Fialho de Almeida criticava com grande sarcasmo as opções para a cidade de Lisboa:

"palacetes em teatro de província e prédios de aluguer em fábrica de moagem" (...) "palacetes-currais e prédios-comodas, protótipos de morada do lisboeta imbecil"


O planeamento da Avenida da Liberdade, cuja finalidade original era a de ser ladeada de edifícios de rendimento, era assim comentada 1893 pelo escritor/jornalista:

"casarões saloios que arrotam sobre a via, chatos e altíssimos"
 
Um aspecto mobilizador para Fialho era a a construção de uma cidade socialista, onde não havia lugar a bairros como a Mouraria e Alfama que deviam ser substituídos por novos bairros operários a edificar, protegidos da ganância dos proprietários. 



Grande parte das ideias de Fialho para a cidade foram concretizadas através de dois textos editados em a Ilustração Portuguesa com o titulo de Lisboa Monumetal, editado em forma de livro várias vezes nos últimos anos.



Defendia, entre outras coisas, a construção de um arco do triunfo no fim da Avenida da República, marcando a entrada do Campo Grande. 

As industrias de Lisboa, então sediadas a Oeste (Alcântara) e Este (Poço do Bispo)  deviam transitar para a margem sul do Tejo, que se torna o parque industrial de Lisboa. A unir as duas margens devia-se construir uma ponte para peões e comboio.



Sobre os dois grandes vales da cidade (Almirante Reis e Liberdade), deviam existir pontes (passagens superiores) que ligassem as colinas do Bairro Alto a Santana e daí até à Graça.

Lisboa Monumental apresentava propostas utópicas e grandiosas para Lisboa, sendo que o espirito de visionário de Fialho viria a provar-se com a concretização de algumas delas.

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