A MORTE DE KUKU E OUTROS #repressão

Via Plataforma Guetto:


No dia 4 de Janeiro de 2009 Elson Sanches, mais conhecido por Kuku, uma criança de 14 anos, foi brutalmente assassinado pela polícia com um tiro na cabeça a 15 centímetros de distancia segundo a policia judiciaria. 

No inicio o agente da PSP alegou que disparou em legitima defesa, contudo a investigação da PJ concluiu que a arma encontrada no local não tinha impressões digitais da vitima, o que corrobora a afirmação dos amigos que estavam com ele no carro . 

No tribunal o acusado de homicídio negligente disse não ter notado que a vitima usava luvas embora tenha afirmado que o adolescente agarrou-lhe na camisa. Este tipo de incoerência tem pautado todos os casos de brutalidade policial que chegam a inquérito ou tribunal mostrando como estes tem sido altamente manipulados contando com a ajuda dos Media que se apressam a legitimar essas execuções junto da opinião publica. 

Entre 2000 e 2011 a policia executou mais de uma dezena de jovens africanos, entres os quais, PTB, angoi, Corvo, Tony, Teti, Snake sem que tenha havido uma única condenação. A juntar a estes casos onde a violência resultou em morte estão todos os casos de agressões que semana a semana sucedem-se com com os africanos em Portugal e que não são mediatizados. 

As agressões policiais são a forma mais visível da violência estrutural (material, psicológica e física) que mundialmente atinge o nosso povo e que se configura no maior genocídio da história.

A Plataforma Gueto veio acompanhado estes casos.

O julgamento começou no passado dia 20 de Setembro, tendo já tido uma segunda audiência 27. 


Apelamos à comunidade para que se mobilize para que se faça justiça pelo Kuku e que se lute contra a impunidade da violência policial e o racismo. Lembramos que sem justificação algumas manifestações de força da polícia têm transformado as nossas zonas de residência em autênticas zonas de guerra,, onde a polícia tem-nos tratado com lixo humano com total cobertura dos Media. 

Exemplos recentes são o Monte da Caparica, Casal da Mira e Kova da Moura. As vitimas de homicídio ou agressão continuaram a aumentar, além da humilhação a que estamos sujeitos como grupo descartado do Capitalismo e Imperialismo racista a quem os policias e militares servem. .