OS MURAIS DE TAHRIR #graffiti e uma transição urbana


Durante a Primavera Árabe no Egipto, as paredes em volta da praça Tahrir foram decoradas com murais revolucionários, dedicados aos martires e simbolos da Revolução.

A preservação desses murais fez rebentar uma guerra entre artistas, população e autoridades egipcias, que têm tentado repor alguma da "ordem" do tempo de Mubarak. Começaram por multar e expulsar das ruas os vendedores ambulantes, mas quando resolveram pintar de branco os murais, uma comunidade vasta de artistas reagiu.

Já com a Praça vazia e sem os milhares que ajudaram à revolução, os muros tornaram-se a lembrança diária de todos os esforços e eventos que conduziram à queda do regime de Mubarak.

A história desses murais e do graffiti na revolução egipcia, descrita pela jornalista Yasmine Rashidi em Art or Vandalism é um dos nomeados deste ano para o prémio da Amnistia Internacional.

As tentativas das autoridades de apagar os murais têm sido esbarradas pela persistência dos activistas e artistas que continuam a pintá-los, mas agora com um novo alvo: o Presidente Mohamed Morsi.

No meio da guerra mediática, o primeiro ministro Hisham Kandil já apelou a mais pinturas que reflictam o espirito da Revolução de 25 de Janeiro.