Amador da Desordem


Na minha vida divido-me entre a luta social e a música, é dificil dizer com qual delas me preocupo mais, qual das duas é mais proeminente qual das duas com mais significado. Parece-me que as duas vivem par a par numa onda simbiótica. Elas respondem-se e crivam-se de balas no mesmo princípio de dar algum sentido a esta coisa chamada vida. As lutas sociais na Europa e presumo no mundo em 2012 na breve entrada da milenia estão no âmago relacionadas com a música que faz a banda sonora dos nosso tempos, tá fraca não é memorável é como a memoria de um peixe não interessa, o cérebro rejeita automaticamente trata disso consoante as armas que a natureza nos deu, em perspectiva é justo como os ingleses dizem try harder, e sobre a justica que nos debruçamos todos os dias há alguns anos, interessa, é fulcral no significado e no significante e é algo belo que vale dar o sangue.

E nas palavras de Zeca Afonso chupa-me e nas palavras da sua melhor metade lambe-me, porquê? Porque sabe-me bem. E é isso que o movimento deveria querer tocar, reach na sua maior ingenuidade ou na sua maior malícia.

As ruas ainda não acreditam no fogo como eu acredito na desarrumação, é normal faz parte da cena, esse é o lance quer na luta quer na música, a banda sonora dos nossos tempo tá fraca deeambula, frágil seria uma palavra adorável mas nem isso, o tempo do adorável tá fermo, já não tá tão giro. O começo encosta-te contra a parede agarra-te pela garganta e pede-te a mudanca permanente mas não é sobre isso que falo é sobre o momento nas tuas costas e na tua fala persistente como aquela sede que te faz mover nas ruas escuras de um brilhado amanhã no vazio do não saber das 365 cores que te fazem ver o sol no saber que vale a pena borracho. Hoje é noite de fogo e música e tamos decididos a ver o fim disto, do fim do boçal, do chato, do pobre do medíocre, o grito na rua e a bela música a ruir no meio desta merda toda.

O sonho não é palpável mas é forte, gosto disso vale a pena. Gosto de vós e isso vale a pena, se tamos sós quando morremos tamos bem sós quando sonhamos. O mundo nunca acaba é persistente na linha do tempo. É amor, é interessante, o azimute feito ao horizonte é volúvel e bizarro, uma comichão inoportuna, lembra-te sabes? As ocorrências das lutas sociais em 2012 são inevitáveis, emergentes, de certa maneira definitivas e isso interessa-me, homem com homem, mulher com mulher, uma verdadeira orgia.

O som da orgia um festival orgásmico da procura de algo melhor, dum necessário próximo passo na prosa e na pauta um dever que nos mexe sem nos chamar um encontro connosco, necessário é te chamar para a luta que nos chama esta manhã na janela no primeiro andar.
O infinito de possibilidades, agora hoje contigo com vocês.