DIREITO À MORADIA PARTE 1 #sãopaulo #semteto


Em Julho, numa conversa da Stress com Lirinha, o artista afirmava que a grande cidade do Nordeste Brasileiro é São Paulo, apesar da capital territorial ser o Recife.

Há várias décadas que a capital financeira do Brasil é receptora de milhões de outros habitantes à procura de trabalho e melhores condições de vida. Na sua grande maioria nordestinos. O próprio Lirinha, também nordestino embora de uma minoria priveligiada, vive em São Paulo, o Capital que a envolve assim obriga, para quem quer viver da arte.

Uma cidade que cresce de forma exponencial, está pouco preparada para receber os seus novos habitantes, ainda para mais se forem imigrantes de baixos recursos.

A cidade aperta e as reivindicações aumentam. Trata-se primeiro os especuladores e só depois em quem nela habita. 

Talvez por isso, São Paulo seja o berço de um dos mais densos e preparados movimentos sociais em contexto urbano: os sem-teto.

Nele participam uma grande variedade de actores, e o seu benefício vai na maioria para os trabalhadores nordestinos.

Nos próximos tempos, com o trabalho exaustivo de Sofia Yu, a Stress vai  retratar parte desse movimento.

Começamos com um edifício ocupado há três meses. As histórias? ...as do costume. Condição: imigrante; origem: nordeste; profissão: faxineiro; salário: 500 reais líquidos (ordenado minimo); aluguer: 300 reais; creche, bens alimentares, transportes: não dá!

O propósito dos sem-teto nunca reside apenas no espaço de habitação. Em cada moradia ocupada há lugar a biblioteca, escola, ginásio, espaço de convívio, lugar de culto; trata-se de verdadeiros centros sociais solidários do quotidiano.
(ver a esse propósito o documentário Torre de Babel)

Aqui fica a restante reportagem fotográfica: