18 DE DEZEMBRO - ACÇÃO GLOBAL IMIGRANTES, REFUGIADOS E DESLOCADOS



Este ano, o dia de acção global pelos imigrantes, refugiados e deslocados celebra-se em Lisboa com uma invasão ao Mercado de Fusão, para leigos: Martim Moniz.

A acção realiza-se na próxima Terça-Feira dia 18 de Dezembro a partir das 16h. 
Aqui fica o programa e a convocatória:


18 Dezembro | 16,00 - 20,00 | Martim Moniz

Teatro: Sonhos de Papel | DRK

Música: Baul Bangla Silpi Gusti | LA records | Chullage
Projecto Internacional Rádio - www.radio1812.net / Stress.fm

No dia 18 terá lugar uma Jornada de Ação Global pelos direitos dos migrantes, refugiados e deslocados. Este ano, o tema da Jornada são os centros de detenção e o trágico desaparecimento ou morte de migrantes nas fronteiras. Na Europa e em Portugal assistimos a uma viragem drástica na política de imigração, traduzida na incorporação na lei portuguesa da Directiva do Retorno (a chamada Directiva da Vergonha). 

Tal é um retrocesso na defesa e na garantia dos direitos fundamentais dos imigrantes e uma flagrante violação da Dignidade da Pessoa e dos Direitos Humanos, cujo objectivo é facilitar ao máximo a expulsão dos e das imigrantes em situação irregular. Com esta política, imigrantes vivendo há muitos anos em Portugal, trabalhando e descontando para a Segurança Social e o fisco e que, face à situação difícil, transversal a toda a sociedade, não consigam manter a sua situação regularizada, ver-se-ão na eminência de serem expulsos. 

Numa altura em que milhares de pessoas se deslocam à procura de melhores condições de vida e sobrevivência a nível planetário, incluindo os portugueses, no dia 18 vamos dizer não a esta politica Securitária, Xenófoba e Racista que transforma a Europa numa autêntica Fortaleza e mobilizamo-nos contra: 

- a criação de mecanismos de discriminação em função do poder económico de cada um; 

– descartando tantos e tantas imigrantes que aqui vivem e ajudam a construir o país, muitas vezes vítimas de exploração laboral, agora colocados na eminência de serem rejeitados em detrimento dos economicamente mais privilegiados ou especializados, cuja formação muito custou aos seus países de origem; 

- a criminalização, estigmatização e repressão dos migrantes e os centros de detenção; 

- o poder discricionário e a politica de expulsões administrativas que conferem ao SEF o direito de decidir sobre a vida dos milhares de cidadãos que aqui vivem e trabalham; 

- pela regularização de todos os imigrantes indocumentados; 

- contra a nova lei de imigração que viola os direitos humanos básicos, ao tratar de forma diferente e desigual os imigrantes perante a Constituição.