Pele de Galinha #11

sábados & quartas às 11:00 e 19:00 (GMT)
Maurice Ravel



Apresentamos: "Landfill Harmonic"


Num tempo em que as sociedades associadas à cultura ocidental, ainda enredadas numa insustentável e insuportável abundância, impotentes, se encontram na margem de uma enchente de banalidade e um só gosto, nivelado por baixo e para todos (abundantemente fornecido pelos, mais dados ao entretenimento, novos substitutos da Arte), poderão ainda os ensinamentos e o ensino da Música, em qualquer parte mais obscura do mundo, continuar a inspirar os jovens e a redimir toda a miséria que os rodeia (alguma da qual, provavelmente, criada pela nossa insuspeita acessibilidade e obsolência planeada dos nossos objectos "comprados feitos") e de certa forma ultrapassar condições que humano algum deveria ser obrigado a suportar neste globalizado século XXI?

Poderão o desejo pela transcendência, a devoção e o envolvimento destas crianças com a nossa própria cultura e tradição (condições essênciais para quem deseje conhecer os segredos da Música) ser de algum modo uma lição para a nossa conformada, entretida, aborrecida e desculpabilizada consciência?
 

Playlist:

Che Chosa é quest'Amor ("Balada" do Neo-stilnovo em Itália)
Francesco Landini (Florence 1325 - Florence 1397)
 
Ètudes-Tableaux, op. 33 - Allegro em Dó Maior, nº 2
Sergey Vasil'yevich Rakhmaninov (Onega 1873 -  Beverly Hills 1943)
 
Concerto para Violino e Oboé em ré menor, BWV 1060
Johann Sebastian Bach (Eisenach 1685 - Leipzig 1750)
 
Concerto para Violino e Orquestra em mi menor, op.64
I andamento - Allegro molto appassionato
Felix Mendelssohn (-Bartholdy) (Hamburg 1809 - Leipzig 1847)
 
Jeau d'eau (Jogos de água)
Franz Liszt (Raiding 1811 - Bayreuth 1886)
    
Jeau d'eau (Jogos de água)
Maurice Ravel (Ciboure 1875 - Paris 1937)
 
Abertura da Ópera "Tristão e Isolda"
Richard Wagner (Leipzig 1813 - Venezia 1883)



In a time when Eastern culture's societies, still dwelling in an insustainable and unaffordable abundance, find themselves standing helplessly on the shore of a rising tide of banality and a low levelled taste for all (generously supplied in Art's new, more entertaining, substitute), can Music's teachings and the teaching of Music, in some more obscure part of the world, continue to inspire the young and to redeem all the uglyness that surrounds them (some of what probably being generated by our unsuspected accessability and planned obsolence of our ready made objects) and in a way surpass conditions that no human should be enduring in this globalized 21st century?

Can these children's longing for trancendence, devotion to and envolvement with our own culture and tradition (essencial conditions for those who seek to learn the secrets of music) be in any sense a lesson to our conformed, entertained, bored and uncaring conciousness?


Playlist:

Che Chosa é quest'Amor ("Balada" do Neo-stilnovo em Itália)
Francesco Landini (Florence 1325 - Florence 1397)

Ètudes-Tableaux, op. 33 - Allegro em C Major, n. 2
Sergey Vasil'yevich Rakhmaninov (Onega 1873 -  Beverly Hills 1943)

Violin and Oboe concerto in d minor, BWV 1060
Johann Sebastian Bach (Eisenach 1685 - Leipzig 1750)
 
Violin concerto in e minor, op.64
1st movement - Allegro molto appassionato 
Felix Mendelssohn (-Bartholdy) (Hamburg 1809 - Leipzig 1847)
 
Jeau d'eau (Water games)
Franz Liszt (Raiding 1811 - Bayreuth 1886)
   
Jeau d'eau (Water games)
Maurice Ravel (Ciboure 1875 - Paris 1937)

Opening of the Opera "Tristan und Isolde"
Richard Wagner (Leipzig 1813 - Venezia 1883)