Lars Sjunnesson: uma entrevista

 

Lars Sjunnesson veio a Lisboa numa estadia de Verão, com a intenção de se concentrar na escrita do argumento de duas bd´s que espera virem a ser editadas. E, também, para apresentar alguns originais seus na loja Trem Azul, numa exposição organizada pela Chili com Carne e a Nicotina'zine.

Aproveitámos para nos encontrar pessoalmente com o Lars. Numa tarde quente e húmida de Lisboa, gravémos uma conversa que podes ouvir aqui:





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Nascido na Suécia em 1962, Lars Sjunnesson começa desde cedo a desenhar. Durante a adolescência, no final da década de 70, deu-se conta do potencial da banda desenhada enquanto meio para explorar técnicas gráficas e narrativas. Começa a relacionar-se com um grupo de nerds, coleccionadores de bd, num momento em que predominava a referência da banda desenhada francesa ‪(Jean-Christophe Menu, Jean-Marc Reiser‬, etc.).

Em meados dos anos 80 aparece na Suécia a revista Galago, que ajuda  a criar uma espécie de pequeno movimento à volta dos comics alternativos ao editar pela primeira vez autores como Max Andersson, Gunnar Lundkvist ou Joakim Pirinen. Por volta desta altura o Lars começa a lançar bd´s curtas, de 4 ou 5 páginas, editadas em antologias com vários autores. 

Ao longo dos anos cria múltiplas personagens que, segundo o autor acabam por ganhar vida própria e tendem a voltar à vida anos depois de surgirem em vinhetas pela primeira vez. É o caso de Ake Ordür (Åke Jävel, em sueco), criado em 1984, surge num livro lançado em Abril de 2013 pela editora francesa L´Associacion.

Em conjunto com Max Andersson, desenvolve a partir de 1999 um projecto que leva cerca de 3 anos a ser concretizado, Bosnian Flat Dog: uma ficção/documentário em formato bd sobre a guerra na ex-Jugoslávia.


Ao longo dos anos, o trabalho de Lars Sjunnesson tem vindo a ser editado nas revistas Kuš!, Stripburger e Lapin e nas editoras Sanatorium e L´association.

Recentemente, Lars aparece também como actor (a fazer dele próprio) no filme Tito on Ice, realizado por Max Andersson, com argumento criado a partir do livro Bosnian Flat Dog.


A escolha da banda sonora desta entrevista foi da inteira responsabilidade de Lars Sjunnesson:

Union Carbide Productions - Ring My Bell
Suicide - Cheree
Tuxedomoon - (Special Treatment for the) Family Man
Cortex - Flowers of Evil
Lou Reed & John Cale - I Believe



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