O TRABALHO ABSTRACTO #brunolamas #trienal #lisboa


É sabido que a arquitectura moderna desde cedo procurou distinguir-se do passado pré-moderno reivindicando o título de «funcionalista», mas não deixa de ser paradoxal que esse processo de afirmação histórica tenha sido acompanhado por uma imensa ambiguidade quanto ao verdadeiro estatuto da categoria «função». À primeira vista, funcional é o edifício que cumpre com o mínimo de atritos a finalidade que lhe foi previamente e especificamente atribuída. Deste modo, a «função» seria na arquitectura moderna algo semelhante ao que em Vitrúvio aparecia como utilitas; uma abstracção meramente mental dos inúmeros fins específicos de outros tantos edifícios possíveis. Uma arquitectura funcionalista seria simplesmente aquela que dá prioridade ou exacerba os aspectos instrumentais de um edifício em detrimento da sua aparência estética ou considerando mesmo essa eficiência justamente a sua beleza. É desse modo que é geralmente compreendida a fórmula de Louis Sullivan, fixada no final do século XIX, de que «a forma segue a função». Mas, na realidade, o funcionalismo na arquitectura moderna está longe de ser apenas um exagero tecnicista expresso em edifícios isolados.

Eis-nos perante o primeiro parágrafo do ensaio O trabalho abstracto e o carácter ideológico da arquitectura funcionalista moderna por Bruno Lamas de Março 2013. O texto vai estar em destaque amanhã - dia 15 de Setembro - num dos primeiros momentos do Fórum Novos Públicos da Trienal de Arquitectura 2013 às 18h à Praça da Figueira num formato de Acto de Discurso.

Leia o texto na íntegra AQUI.